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	<description>Nintendo ao extremo!</description>
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		<title>Super Smash Bros Brawl</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 06:38:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco AGJ</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sim, como é bela a antecipação de um grande título. Um título que rapidamente se tornou um dos mais rentáveis do mundo dos video games, e Super Smash Bros Brawl conhece muito bem o campo de ser falado por todos os lugares; sites, revistas, e mídia em geral. Mas ao lado da fama caminha a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nintendoxtreme.wordpress.com&amp;blog=3796162&amp;post=4&amp;subd=nintendoxtreme&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size:large;">S</span></strong>im, como é bela a antecipação de um grande título. Um título que rapidamente se tornou um dos mais rentáveis do mundo dos video games, e Super Smash Bros Brawl conhece muito bem o campo de ser falado por todos os lugares; sites, revistas, e mídia em geral. Mas ao lado da fama caminha a pressão de atender às expectativas, ao lado de um nome forte e quecertamente gerará um grande impacto no mundo dos games está a responsabilidade, de não só trazer um bom jogo, mas também elevar a franquia satisfatóriamente a um novo patamar, utilizando as mais novas tecnologias e meios de desenvolvimento; já que estamos falando de um lançamento do Wii, pode ter certeza que a responsabilidade é estelar.</p>
<p>Quando o Nintendo Wii foi lançado seu atrativo era a inovação, nada menos que isso. Inovação que somada aos jogos e franquias exclusivas da Nintendo, e o preço obviamente mais acessível, levaram ao sucesso do console. Mas um video-game não pode viver apenas de inovação de hardware, e sim com um perfeito equilíbrio juntamente com o software. O que temos aqui é nada mais nada menos que um jogo que não utiliza a principal tecnologia inovadora encontrada no Nintendo Wii, o controle com sensor de movimento. A Nintendo fez um vôo seguro com Super Smash Bros Brawl, os elementos encontrados são todos importados de seu antecessor, Super Smash Bros Melee, e a inovação fica por conta de detalhes pífios dos quais a Nintendo tinha certeza que iriam passar despercebidos por 98% dos jogadores, que no caso estariam cegos de prazer por finalmente estarem jogando o jogo que tanto esperaram.</p>
<p>Logo no primeiro momento em que você tiver em mãos uma cópia de Brawl, as chances de você não poder jogá-lo são grandes, uma vez que há uma falha no hardware do Nintendo Wii e alguns devem ser mandados para assistência técnica devido a um problema em ler discos com dupla camada. O que já é uma situação desconfortável logo de início, ainda mais para um brasileiro, uma vez que nada além de Estados Unidos, Europa e Japão existe no mapa da Nintendo, mas esse problema é algo que transcende os problemas encontrados no jogos, por isso vamos à eles.</p>
<p>O primeiro ponto que eu gostaria de tocar é um aspecto negativo do jogo é um dos menos importantes e quase que nem digno ser citado, que são os gráficos. Ninguém esperava alta definição ou nada parecido, mas certamente poderiam ter ficado melhores. Ainda mais tendo sido lançado depois de Super Mario Galaxy, o qual possuia gráficos incrivelmente belos. Sendo assim, Brawl não impressiona, podendo graficamente ser comparado ao antecessor facilmente.</p>
<p>Os modos de jogo também não sofreram alterações significativas, pelo menos a maior parte. O modo single player piorou, com você se vendo preso sempre nas mesmas lutas, com praticamente os mesmos personagens, e sempre com parceiros de séries, do tipo Link e Zelda, Donkey Kong e Diddy Kong; certa hora você enfrenta um único personagem, as vezes uma dupla, daí vem um grupo, então um inimigo metálico, e por ai vai. O problemas é que os personagens não mudam, diferentemente do modo de aventura, o modo clássico já deveria ter lutas randômicas, com personagens misturados, e estágios diferentes, o primeiro estagio que você luta é sempre a ponte de Eldrin de The Legend Of Zelda: Twilight Princess, os inimigos, vão variar entre Zelda, Ganondorf e Link, mas depois de algumas vezes terminando o modo clássico, isso se torna repetitivo, e muitos personagens acabam ficando de fora.</p>
<p>O modo aventura mudou, agora segue uma certa história que não faz muito sentido e joga a cada segundo um personagem novo no meio de tudo. O estilo fica parecido com a primeira fase do modo aventura de Melee, com várias fases em vários estágios das séries dos personagens que participam do jogo, tendo vários tipos de desafios espalhados entre os cenários, como paradas para enfrentar um ou grupos de inimigos, caminhos secundários para coletar pequenos prêmios que podem ser músicas ou troféus ou alguma outra coisa. É divertido nas primeiras jogadas, mas segue o caminho do tédio depois de pouco tempo. Somando tudo com a história desinteressante este modo acaba sendo apenas um bônus que depois de terminado pela primeira vez, você não vai querer mais saber. E no decorrer, não vai ser uma grande experiência mesmo.</p>
<p>O Multi-Man é o mesmo; os de número de inimigos, os de cronometragem, cruel, e o sem fim. Poderia ter sido adcionado mais alguns modos, mas não foi. O Home Run Contest é o mesmo também, com a adição de um campo de força que ajuda a manter o saco dentro da área delineada e abre um novo leque para diferentes estratégias, se foi uma adição boa ou ruim é discutível, mas que foi uma adição estranha, isso foi. O Target Test sofreu uma agradável mudança, agora todos têm os mesmos estágios para quebrar os alvos, e todos têm os mesmo items a seu dispor com os alvos não mudando de personagem para persongem. Agora sim poderemos ver qual personagem é capaz de trazer os melhores resultados em uma disputa igualitária, sem falar que há 5 níveis de dificuldade, ficou muito legal desse jeito.</p>
<p>Os personagem e os estágios são uma adição fatalmente essencial e completamente básica. Vários estágios foram adcionados, uns muito bem pensados, com multiplas coisas acontecendo na tela; outros nem tanto. Quanto aos personagems, novamente vemos que há dois lados da moeda, personagens como Sonic e Snake são uma adição mais que bem vinda, eles têm comandos únicos e certamente carregam muitos fãs por ai; mas então a Nintendo decidiu fazer algumas mudanças arbitrárias, sacrificar personagens por outros, o que nunca é uma manobra segura de se fazer, ainda mais quando envolve Roy, um dos personagens preferidos da galera em Melee, ele foi embora e quem chegou foi Ike, o negócio é se acostumar. Daí eles decidem tirar Mewtwo e trocar por um outro Pokémon com caracteristicas semelhantes, sai Mewtwo e entra Lucario. E então para finalizar a confusão eles tiram o Young Link e colocam Toon Link, parece a mais sensata na verdade. Outros personagens que deram adeus ao jogo de luta da Nintendo foram Dr. Mario e Pichu, por exemplo. E alguns que entram na briga pela primeira fez são Meta Knight, Pit, Wario, Zero Suit Samus, King Dedede, Olimar, entre outros.</p>
<p>O modo online é uma das maiores atrocidades já vistas em um jogo de video game. O modo multiplayer físico em si é tão divertido quanto era em Melee, todos os modos que fizeram a cabeça da garotada são encontrados em Brawl; nenhuma grande mudança é notada também, mas pelo menos faz o papel que fazia em Melee. Mas o modo Online é simplesmente horrível! A Nintendo continua com seu sisteminha de friend codes, mas dessa vez ela vai mais longe, o sistema é infestado de gigantescos lags; os jogadores não tem interação nem durante, nem antes da luta, onde cada um fica numa sala neutra com um saco de pancadas para poder bater e treinar. O sistema busca competidores, o que pode demorar vários minutos, isso se você tiver sorte. Agora o mais ridículo, o que chega a ser quase hilário, é que cada jogador escolhe as suas prórpias opções de como vai ser a batalha, como items e tal, e no final o jogo deve escolher um dos dois ou algo assim, pois é difícil dizer como é escolhido com um sistema tão falho. O único jeito de batalhar é em lutas de 2 minutos, não pode ser estoque, não pode ser em custom mode, não pode ser 99 minutos de luta ininterrupta, tem que ser de um jeito único e pronto! Chega a ser triste ver um jogo com um potencial tão grande para partidas online ser tratado deste jeito, isso que Brawl teve adiamento de data de lançamento justamente para melhorar o sistema online, se essa é a versão melhorada, eu imagino como era a versão anterior.</p>
<p>Os items marcam assídua presença no jogo, grande parte dos items encontrados em Brawl também eram encontrados em Melee, mas com algumas adições infelizes, como um item chamado Smash Ball, que nada mais é que uma bola coloriada que voa pela tela e os lutadores podem destruí-la, requer apenas algums ataques para que ela se quebre e quando ela se quebra o seu personagem ganha uma força sobrehumana. Alguns personagens viram tanques de guerra, outros ganham a abilidade de voar soltando mísseis, e por ai vai. O caso é que o jogo se torna tão apelativo que o vencedor numa batalha rápida acaba geralmente sendo quem consegue quebrar essa bola colorida. Há outros items sequindo o mesmo caminho, como um grupo de três items que aparecem randômicamente durante a luta e que quando você pega os três você ganha a abilidade de ter a tela como um alvo e ser arremessado para tentar acabar com seu inimigo, se você acertar seu inimigo a morte dele é certa; o que consola é que desta vez pelo menos é mais complicado você pegar os três items sozinho, e se um inimigo pegar algum deles, você sempre poderá dar uns socos e chutes para resolver o problema.</p>
<p>Para jogar Brawl você pode escolher o controle que quiser, como o wiimote, classic controller ou o controle do GameCube. Mesmo que você escolha jogar com o wiimote você não terá a chance de usar o sensor de movimento, por isso se você quiser jogar Brawl satisfatóriamente você vai preferir plugar seu controle do GameCube. Se você não tiver um, você será praticamente intimado pelo jogo a comprá-lo, afinal é a maneira mais confortável e precisa de jogar Brawl. Se comparado com Melee, os comando foram arredondados e estão menos dinâmicos, sem falar que a maioria das técnicas avançadas foram retiradas. É obvio que os mais céticos vão dizer que a escolha de deixar o controle do GameCube, diga-se de passagem um dos melhores controles de todos os tempos, à escolha dos jogadores foi sábia. Mas quando compra-se um Wii é porque nós esperamos uma certa &#8220;revolução&#8221; no jeito de se jogar, seja em uma franquia nova ou uma franquia já estabelecida. Sendo assim, é impressindível que sintamos que essa nova forma de jogar foi deixada de lado aqui.</p>
<p>Mesmo assim Brawl presenteia você com várias coisas, como músicas de jogos anteriores, você vai coletando elas durante o jogo e elas vão sendo catalogadas para você ouví-las quando quiser. Você também pode jogar uma demonstração de grandes clássicos da Nintendo como Super Mario Bros, Ice Climbers, Zelda, Metroid, entre outros, a jogatina estende-se apenas por um determinado tempo que pode ser de 30 segundos até uns 3 minutos dependendo do jogo, mas se você gostar do jogo você pode muito bem comprá-lo para o virtual console do Nintendo Wii. Outro artifício interessante é a Crônica da Nintendo, que têm os jogos lançados para os consoles Nintendo em ordem de lançamento, conforme você vai avançando no jogo, mais jogos vão aparecendo, é no mínimo interessante.</p>
<p>Agora você pode criar seu próprio estágio, mas o processo de criação ainda é bastante limitado, você também pode gravar replays de home run contests, target tests ou de alguma luta legal que você tenha estado, seja em multiplayer físico, ou online. Outra adição interessante é um modo que você luta com chefes do modo aventura, você luta com 10 deles, e luta correndo contra o relógio para passar pelos 10 no menor tempo possível.</p>
<p>Você também pode jogar em modo de cooperação, por exemplo, no Target Test com dois jogadores cooperando entre si, e no final acabando o trabalho num tempo muito menor. Todos os seguintes modos de jogo têm o modo de cooperação: Target Test, Home-Run Contest, Boss, Event Match, Multi-man e o próprio Subspace Emissary (modo aventura). Jogando em dupla nestes modos você conseguirá resultados muito melhores do que conseguiria jogando sozinho, vale a pena conferir.</p>
<p>No final Brawl acaba seguindo os mesmo passos de Melee, mas segue tão fielmente que acaba sendo deprimente, ainda mais com uma promessa de jogos inovadores da Nintendo. Quando uma revolução na maneira de se jogar video-games é a maior promessa da empresa, você acaba esperando mais do que uma nova versão de Melee. Embora há algumas mudanças aqui e ali, todas elas parecem superficiais diante de um sistema de jogo, single e multiplayer, idênticos ao de seu predecessor. Um modo online decente também é algo que hoje em dia acaba sendo algo crucial para um jogo deste porte, e com certeza não tem. Se você quiser encontrar exatamente isto, um espelho do jogo que você jogou no GameCube com algumas mudanças boas e muitas ruins você vai se divertir bastante com Brawl, caso contrário, jogue Melee e seja feliz.</p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p>Nota Final &#8211; <strong>6.9</strong></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/nintendoxtreme.wordpress.com/4/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/nintendoxtreme.wordpress.com/4/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nintendoxtreme.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nintendoxtreme.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nintendoxtreme.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nintendoxtreme.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nintendoxtreme.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nintendoxtreme.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nintendoxtreme.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nintendoxtreme.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nintendoxtreme.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nintendoxtreme.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nintendoxtreme.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nintendoxtreme.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nintendoxtreme.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nintendoxtreme.wordpress.com/4/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nintendoxtreme.wordpress.com&amp;blog=3796162&amp;post=4&amp;subd=nintendoxtreme&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Super Mario Galaxy</title>
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		<pubDate>Fri, 23 May 2008 03:39:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco AGJ</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cada geração de consoles Nintendo recebe um grande título Mario voltado para aquilo que ele sabe fazer melhor, não sendo jogar tênis, nem golf, nem fazer uma festa com os amigos, e sim uma aventura em plataforma. O Nintendo Entertainemt System, mais conhecido como Nintendinho aqui no Brasil recebeu os Mario Bros, e em especial [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nintendoxtreme.wordpress.com&amp;blog=3796162&amp;post=3&amp;subd=nintendoxtreme&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size:large;">C</span></strong>ada geração de consoles Nintendo recebe um grande título Mario voltado para aquilo que ele sabe fazer melhor, não sendo jogar tênis, nem golf, nem fazer uma festa com os amigos, e sim uma aventura em plataforma. O Nintendo Entertainemt System, mais conhecido como Nintendinho aqui no Brasil recebeu os Mario Bros, e em especial Super Mario Bros 3, um dos maiores best sellers da companhia e bastante revolucionário na época. Depois o Super Nintendo ganhou Super Mario World que firmava a fórmula e elevava o que tinha sido criado no console anterior, só que com gráficos mais polidos e jogabilidade melhorada. Talvez o mais revolucionário de todos estivesse por vir, com o Nintendo 64 chegava mais um, dessa vez totalmente em três dimensões, marcando o inicio de uma nova era de gráficos e jogabilidade, possíveis graças á capacidade do Nintendo 64 em reproduzir ambientes 3D com louvor e do novíssimo sistema de controle que utilizava uma alavanca analógica para o movimento do personagem, o que possibilitava maior realismo e precisão durante a jogatina. No GameCube a grande aventura de Mario chegou depois de alguns meses do lançamento do console, o jogo trazia vastos mundos a serem explorados e gráficos jamais vistos antes em um jogo Mario. Agora que o Wii já foi lançado e faz sucesso, é mais do que natural que Mario tenha sua grande aventura no mais novo console da Nintendo, e a hora é agora!</p>
<p>Super Mario Galaxy chega para Wii depois de quase um ano após o lançamento do console, e é a grande aventura de Mario desde Super Mario Sunshine. Várias novidades são colocadas na mesa. O jogo coloca mais ênfase nas raízes de um jogo em plataforma, é extremamente fácil perceber o quão linear é Galaxy comparado aos seus antecessores em 3D, é praticamente impossível se perder, os caminhos estão todos delineados de uma forma levemente mascarada. Primeiramente, há vários observatórios pelo jogo, em cada um desses observatórios você pode ver galáxias, e em cada uma dessas galáxias há uma série de planetas dos quais é onde você vai aventurar-se, cada galáxia tem seu tema, clássicos como galáxias de gelo, fogo e lugares aquáticos marcam presença; enquanto outras são mais híbridas e algumas até difíceis de distinguir um tema específico. O interessante é perceber que dependendo da estrela escolhida, certas partes da galáxia ficam acessíveis, enquanto outras não, por isso você não perde tempo tentando achar-se pelo estágio.</p>
<p>Além da linearidade, o que dependendo do ponto de vista pode ser um fator positivo ou negativo, o jogo também se mostra fácil. A dificuldade cai consideravelmente se comparado à Super Mario Sunshine, e somado ao fato de ser extremamente mais linear acaba também sendo mais fácil que Super Mario 64, refletindo a onda casual que a Nintendo está pegando. A maioria dos planetas acaba dando-lhe apenas o trabalho de fazer pequenas tarefas para passar para o próximo, e isso seria algo que desapontaria o jogador se não fosse um detalhe importantíssimo, as tarefas são dificilmente desprazerozas ou entediantes.</p>
<p>A diversão proporcionada pode ser comparada à de um jogo de plataforma em 2D, uma vez que mesmo sendo um jogo em 3 dimensões, ele tem uma alma 2D. É só pegar o controle e ir aventurando-se através do jogo, sem preocupações de ficar muito tempo parado pensando no que fazer, ou preocupado-se com a história. Afinal a história, mesmo estando ali, vai passar despercebida pela maioria dos jogadores, o ponto forte dos jogos Mario nunca foi ter uma épica e bela história, a história principal é um clichê da série. Numa noite de um festival chamado Star Festival, Mario é convidado através de uma carta da princesa para ir ao castelo (isso lhe traz lembranças, não traz?), e quando chega ao castelo Mario depara-se com uma cena típica, o malvado Bowser seqüestrando a princesa do Reino do Cogumelo; mas não só a princesa, dessa vez ele leva o castelo inteiro, decidido a criar uma nova galáxia no centro do universo. Estranhamente a história mais aprofundada do jogo chama mais a atenção, é sobre uma garota chamada Rosalina que percorre o universo com seus amiguinhos, os Luma. Nada incrivelmente detalhado, mas pode ser até um pouco interessante se dada a devida atenção.</p>
<p>Graficamente o jogo é belo, cenários altamente detalhados, coerência temática, vários efeitos luminosos fazem excelente contraste com a escuridão do universo. O jogo é extremamente colorido, e embora não seja possível vê-los em alta definição, o que seria um espetáculo. Pode agradar até aqueles que esperavam demais, possivelmente os melhores gráficos que o console tem a oferecer no momento. É incrivel como a Nintendo pôde criar uma atmosphera espacial tão bem feita que serve na série Mario como uma luva, obviamente os pequenos efeitos luminosos e brilhantes do jogo ajudam muito em fazer com que os cenários não sejam o típico ambiente espacial visto em outros jogos ou filmes do gênero; o que certamente traz uma personalidade ao jogo, e faz com que ele seja único.</p>
<p>A trilha sonora, mais uma vez, foi muito bem composta. Lindas e memoráveis músicas vão embalar a aventura. Novas composições juntam-se a remixes de antigos temas clássicos de outros jogos Mario, e dessa vez, finalmente, uma orquestra tocou as músicas! E o resultado não poderia ter ficado melhor, as composições, em sua maioria compostas por Mahito Yokota, acabam sendo um dos pontos fortes do jogo. Os efeitos sonoros soam com perfeição; muitos deles clássicos como o som do Mario ao conseguir um cogumelo vermelho, ou ganhar uma vida extra. Sem falar que alguns sons são emitidos pelo alto-falante embutido no controle, o que valoriza a experiência proporcionada. A dublagem faz seu papel, uma vez que não foi feito uma dublagem completa, de fato, apenas algumas palavras são proferidas durante todo o jogo pelos personagens, a dublagem acaba sendo apenas para instigar nossa imaginação de como deveria ser a voz de determinado personagem no resto das falas, que são feitos por caixas de diálogos; se formos pensar no assunto, alguns jogos não devem receber dublagem completa mesmo, e Mario é um desses jogos.</p>
<p>Os movimentos do Mario são naturais, mas em alguns momentos parece que eles foram “arredondados”, tirando assim um pouco da precisão; precisão extra que faltou na hora de atirar os pedaços de estrelas. O sensor de movimento trabalha de duas formas principais aqui: com um cursor na tela que serve pra pegar pedaços de estrelas mesmo estando longe do personagem ou em lugares inalcançáveis; e atirar, podendo assim, atordoar certos inimigos, facilitando o trabalho na hora de acabar com eles. O sensor também executa o “spin”, que serve como ataque, e como auxílio na hora de grande pulos; para executá-lo basta mover o wiimote de uma forma brusca para alguma direção; dificilmente deve-se ter problemas com isso, o movimento responde muito bem ao ato de sacudir o controle. Os outros botões trazem movimentos antigos, o bom e velho botão de pular (A), para agachar, etc. A única falta fica por conta do botão de ataque, que era caracterizado pelo botão “B” nos Mario 3D, todos os movimentos decorrentes do uso deste botão estão anulados, como o pulo seguido de mergulho, que faz falta em certos momentos, tornando o “spin” seu único movimento realmente ofensivo.</p>
<p>A câmera é controlada pelo direcional digital, ou assim era pra ser, afinal grande parte do jogo você não poderá controlá-la, tirando a precisão e a liberdade do jogador em certos momentos. Talvez este seja um caso de tentativa de voltar ás raízes que não tenha dado certo, a liberdade de visão num jogo de plataforma 3D é crucial. Nadar também é um problema, não nadar em si, o problema fica por conta de quando você precisa de mais precisão, pra atingir alguma coisa na água ou pegar algo; na verdade se formos pensar num todo, nadar melhorou consideravelmente desde Super Mario Sunshine, mas em Super Mario 64 costumava ser mais prazeroso controlar o personagem na água, e com bem mais precisão.</p>
<p>O conceito criado neste jogo talvez seja seu maior atrativo, aqui você brinca com a gravidade. Enquanto estiver em um planeta, geralmente você pode dar a volta nele, e literalmente, ficando de ponta cabeça na tela, o que dificulta quando for fazer algo como acabar com algum inimigo por exemplo. Não será difícil você se ver em situações que o colocam jogando em um lugar totalmente invertido em sua televisão, o que pode até dar tontura ou um certo desconforto no começo, mas depois de um tempo jogando isso passa a ser natural e muito divertido.</p>
<p>Mario pode assumir outras formas durante a aventura, com a clássica flor de fogo ele poderá soltar bolas de fogo quando o wiimote for balançado bruscamente. Agora também foi implementada a flor de gelo, que faz com que Mario possa esquiar e congelar a água à sua volta, possibilitando “wall kicks” em cachoeiras por exemplo. Ele também pode se transformar em abelha para voar por alguns segundos e grudar-se em fileiras de mel; em mola, possibilitando o alcance a lugares altos e em fantasma (Boo), tornando possível o ato de levitar e atravessar grades. Há até mesmo uma estrela especial que faz com que Mario voe, diferentemente do que acontecia com o “wing cap“, dessa vez ele pode voar de verdade.</p>
<p>Também há um modo multiplayer, é um modo de co-operação entre dois jogadores no máximo. Basicamente o que o segundo jogador faz é facilitar a vida do primeiro, entre o que o segundo jogador pode fazer, estão: coletar pedaços de estrela; atordoar inimigos, fazendo o ato de pular em cima deles menos complicado; atirar pedaços de estrela mesmo em situações em que o primeiro jogador fica impossibilitado; manipular certos objetos; segurar projéteis, bullet bills, bolas de canhão, pedras, chomps, bolas elétricas, entre outros, o que ajuda fazendo com que você acabe focando-se em seu objetivo principal e deixando as tarefas secundárias de defesa para o segundo jogador. Há também as ações de quando aperta-se o botão “A” em cima do personagem, dependendo da situação podem acontecer três ações distintas: a primeira é quando ele está no chão normalmente, daí acontece que os personagem pula; a segunda é quando o botão é apertado enquanto ele está no ar, fazendo ele dar um giro (spin); e a terceira, inédita de quem joga em dois jogadores, acontece quando ambos os jogadores apertam ao mesmo tempo o botão em cima do personagem, resultando em um super pulo. De fato há bastante coisas em que o segundo jogador pode auxiliar na aventura, porém ele fica um tanto quanto em segundo plano, e não controla diretamente um personagem, mas para um jogo desses, um modo multiplayer é um extra e dispensável; é apenas bom saber que ele está ali, e pode até ser divertido se duas pessoas quiserem mesmo tirar proveito dele.</p>
<p>Um conceito muito bem construído, controles bem calibrados, sendo fácil executar os movimentos, com respostas rápidas e, na grande maioria das vezes, precisas. Músicas completamente lindas, gráficos brilhantes e detalhados, uma atmosfera excelente e uma aventura digna do encanador italiano mais famoso do mundo fazem deste um dos melhores jogos desta geração. Também um dos melhores jogos Mario já criados, e com certeza o que muitos proprietários do Wii estavam esperando!</p>
<p>Nota Final &#8211; <strong>9.6</strong></p>
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